segunda-feira, maio 23, 2005
Full Moon

O som a transbordar pelos véus escorridos da noite, ouço o chamar do oriente...Terra de ciclones, terramotos, brilho a elevar-se pelas subidas dos montes. O rasgo da terra, o odor do tempo, o cintilante olhar a penetrar, o canto da noite a violar o templo. Tudo imana na vastidão do último suspiro. É como a mágoa do tempo que descai na penumbra das trevas.
Esfrego a mãos de suor. Penso e repenso de como um traço pode fazer a diferença. De como os pontos de chamas fúnebres renascem; até que tudo volta a entrar em ciclos pantanosos.
A noite chama a sede num olhar vazio para eclipsar na maré da criação. Arde inferno...
Esfrego a mãos de suor. Penso e repenso de como um traço pode fazer a diferença. De como os pontos de chamas fúnebres renascem; até que tudo volta a entrar em ciclos pantanosos.
A noite chama a sede num olhar vazio para eclipsar na maré da criação. Arde inferno...
O caos da mente reluz na escuridão.
sábado, maio 21, 2005
Dança do infiel ocidental
.Não sei porquê, mas isto faz-me lembrar a dança do ventre. Um bocado am(e)(a)ric(a)(niza)da...
sexta-feira, maio 20, 2005
J.L.P..
A tolerante melancolia levou-me para cima duma mesa. Circunscrevi o espaço, baloucei sobre as armaduras. O murmúrio do abatimento das vestes descaíam nos cortinados da sepultura. Tudo renascia na nudez, no enrolamento do perfume...O canto das profundezas chamava-me para vislumbrar.
- Toca!
- O ópio do arrependimento?
Carícia rasgada num tornado. É como se os restos, de costas mergulhados se revoltassem, e chamassem pelo eco. O renascimento a partir do esquecimento.
“Existe qualquer coisa fria na realidade desta manhã” – José Luís Peixoto
- Toca!
- O ópio do arrependimento?
Carícia rasgada num tornado. É como se os restos, de costas mergulhados se revoltassem, e chamassem pelo eco. O renascimento a partir do esquecimento.
“Existe qualquer coisa fria na realidade desta manhã” – José Luís Peixoto
quinta-feira, maio 19, 2005
Pó nas arribas

Ás vezes existe traços que são alcançáveis mediante a apresentação de um cartão de visita. Olha-se nos olhos e pergunta-se ao véu de entrada se vale a pena não entrar. A pergunta acaba por ser irrelevante, a partir do momento que se deseja entrar. A resposta sem sentido.
Nas montanhas em que se sobe, dispersa no vento, que culmina no meio do altar, prova-se, mas acaba por não ter sentido estar. O gelo de sentir que a vitória não será possível, mediante apenas o simples querer. O mais drástico é quando se observa que já se está completamente de braços caídos.
- Queres a minha mão?
- Quero...Mas como seguro nela?!...
Num flagelo da mente rebusco a meta, aquela circuncisão a resvalar num convento...Talvez uma catedral com os seus demónios a rejuvenescer a minha pele...Mas prefiro o canto da escuridão...A visita inesperada de ter saciado a sede. De ter humedecido os meus olhos num pequeno canto da cidade. Preciso de ouvir poemas nas trevas do meu pensamento...
Nas montanhas em que se sobe, dispersa no vento, que culmina no meio do altar, prova-se, mas acaba por não ter sentido estar. O gelo de sentir que a vitória não será possível, mediante apenas o simples querer. O mais drástico é quando se observa que já se está completamente de braços caídos.
- Queres a minha mão?
- Quero...Mas como seguro nela?!...
Num flagelo da mente rebusco a meta, aquela circuncisão a resvalar num convento...Talvez uma catedral com os seus demónios a rejuvenescer a minha pele...Mas prefiro o canto da escuridão...A visita inesperada de ter saciado a sede. De ter humedecido os meus olhos num pequeno canto da cidade. Preciso de ouvir poemas nas trevas do meu pensamento...
Ouvirei "morreste-me"...Talvez as arribas estejam imersas em pó...
quarta-feira, maio 18, 2005
terça-feira, maio 17, 2005
segunda-feira, maio 16, 2005
Mãos que levitam no mar nas silhuetas frenéticas de altares dispersos. Como o mar está frio...Como o mar sopra nas suas colinas. Porventura minha alma lhe pertence.
Sossego...De leve, bato no peito para relembrar o mar a furar as falésias. Ouvir o baú das lamentações. Mas...mas...mas....o que acontece no meio de um fuzilamento?...
Ai que saudades de flores dispersas a encher o meu quintal...
O perfume a escorrer na pele sombreada. A pele branca de espuma do mar.
Mãos do meu desassossego...
Sossego...De leve, bato no peito para relembrar o mar a furar as falésias. Ouvir o baú das lamentações. Mas...mas...mas....o que acontece no meio de um fuzilamento?...
Ai que saudades de flores dispersas a encher o meu quintal...
O perfume a escorrer na pele sombreada. A pele branca de espuma do mar.
Mãos do meu desassossego...
EM BAGDAD É QUE SE ESTÁ... BEM!!!
Não deves andar bom dos cornos para publicares estas merdas!
Vai-te tratar ó piolhoso!
Fomos de férias a Bagdad uns dias... e tu... cão maldito... cagas
A Maison do Benny!
Estás lixado!!! O Xeque Mohamed Sayed Tantaui tirou (ou comprou) a carta de condução, ele é muito cumpridor das regras, e quando estiveres a cagar algum passeio... BUUUUMMM!!! Esperemos é que não te magoes...
Lacrimosa

Escorre as lágrimas. A melancolia levada ao extremo do prazer com contornos de uma pureza inigualável. É o sub mundo a permanecer belo como sempre o foi e será. Numa harmonia em cada movimento, em cada toque no ar, em cada dança...É transbordar os alicerces da imaginação e transpor cada partícula para o êxtase do inferno
-
Der Morgen Danach ( The morning after )
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So viele Menschen sehen Dich
Doch niemand sieht Dich so wie ich
Denn in dem Schatten deines Lichts
Ganz weit dort hinten sitze ich
Ich brauche Dich - Ich brauch dein Licht
Denn aus dem Schatten kann ich nicht
Du siehst mich nicht - du kennst mich nicht
Doch aus der Ferne lieb ich Dich
Ich achte Dich - verehre Dich
Ich hoff auf Dich - begehre Dich
Erfühle Dich - erlebe Dich
begleite Dich - erhebe Dich
Kann nicht mehr leben ohne Dich
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Dies ist der Morgen danach
Und meine Seele liegt brach
Dies ist der Morgen danach
Ein neuer Tag beginnt
Und meine Zeit verrint
-
Dieses alles schreib ich dir
Und mehr noch brächt ich zu Papier
Könnt ich in Worten alles Leiden
Meiner Liebe dir beschreiben
Nicht die Botschaft zu beklagen
Sollen diese Zeilen tragen
Nur - Ich liebe Dich - doch sagen
-
Heute Nacht erhälst du dies
Ich bete daß du dieses liest
Im Morgengrauen erwart ich Dich
Ich warte auf dein strahlend Licht
Ich träume daß du mich bald siehst
Du morgen in den Schatten kniest
Und mich zu dir ins Lichte ziehst
-
Dies ist der Morgen danach
Und meine Seele liegt brach
Dies ist der Morgen danach
Ein neuer Tag beginnt
Und meine Zeit verrint
-
Album: Fassade ( 2001)
Artist(Band): Lacrimosa
sábado, maio 14, 2005
Sombras

Labirinto desviado num oculto tempo que porventura não se pode abrir. Vislumbro num recanto o alinhar da pele. Porventura ela estará cortada no meio de tanta luz. Um enigma milenar de números. É como se o número elegido pelos tempos permanecesse.
Não há nada a fazer.
Anda tudo em círculo.
Fora do lugar.
Desconexo.
Cabelos fortes.
Raízes profundas.
Cantos de morte.
Páginas entreabertas.
Escuridão esbatida.
quinta-feira, maio 12, 2005
The Jacket

Uma gaveta.... Imerso em pouco espaço....
Tudo vazio...Espaço transcendente....
Fumo do tempo...alucinações em correntes dormentes....
Vísceras escondidas num ferro de fogo...
Uivo da penumbra de chamas dispersas...
O tempo voa....O tempo afunila na escuridão....
Apple

Ondas que se propagam, em ondas que se esvanecem
Dilata-se a mente, procura-se cada traço
O limite sombreado
Porventura o rosto definido
Ou apenas o esmagamento do interior
Aniquilar a superfície
Dilata-se a mente, procura-se cada traço
O limite sombreado
Porventura o rosto definido
Ou apenas o esmagamento do interior
Aniquilar a superfície
Devorar o vazio
terça-feira, maio 10, 2005
Artefactos ingleses
Se quiseres subir 2% no exame de 12º ano mata o teu cão ou gato...se preferires subir 5 % escolhe um dos teus pais...
Tudo tem que acontecer no dia em que fizeres o exame....Artefactos ingleses....
Tudo tem que acontecer no dia em que fizeres o exame....Artefactos ingleses....
sexta-feira, abril 29, 2005
terça-feira, abril 26, 2005
O silêncio
Um silêncio percorrido no espaço, todo o vazio a escorregar num pedaço da mão...resta ouvir o que não se ouve, e silenciar a mente, para porventura se puder olhar no horizonte longínquo do tempo e perguntar se tudo está derretido ...
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