quinta-feira, maio 26, 2005

1Cêntimo. Um empecilho ou uma arma?

Todos vocês já se deparam com a fantástica inutilidade desta moeda, pois não dá para comprar absolutamente nada! Mas que fazer com ela? Carregá-la em grandes quantidades na carteira apenas e unicamente para nos fazer peso, até chegar o raro momento em que alguém nos apresenta uma conta do género: “- São x € e 7 cêntimos por favor”. E aí, nesse derradeiro instante, lançamos com toda a pujança 7 bestiais moedas de 1 mísero cêntimo. Não! Recusem este fétido destino a tão incompreendido objecto! O 1 cêntimo não é para pagar mas sim para arremessar! Os cêntimos são o que se chama na gíria britânica, uns crawd loveres! Em vez de se tentarem livrar à toda a força deles, guardem-nos carinhosamente no vosso lar, e quando o momento certo chegar lancem um bom molho a toda a força! Tornarão um objecto inútil num conjunto de máquinas eficientes de dor aguda! E com sorte até em instrumentos perfurantes de testas! Já devem estar as vossas mentes ávidas de violência gratuita a congeminar qual o momento certo! Mas permitam-me deixar-vos umas pequenas dicas. O local que mais me agrada para utilização desta simples técnica, é nos patéticos “jogos” promovidos e sustentados pelo lenocínio em que a multidão de enganadinhos abandonam o antro de balúrdios mal empregues, e que muitos se encontram descontentes com o desfecho da história, transmitem a sua impaciência à enorme fila. Aí vocês podem descarregar as vossas baterias! Para longe! Deixem a cinética, a gravidade e o acaso tratarem de tudo! Todos os atingidos nada poderão fazer senão queixar-se e resignara-se às preces de que essa seja a ultima salva. Divertido não é?
Fica aqui mais um apontamento, espero que se aproveitem ao máximo dele!

terça-feira, maio 24, 2005

Amargos Contornos

Momentos devastados
Quentes, húmidos, encostados...
Mantos caídos em cantos abastados
Todos fornicados.

Entristecido em cemitérios,
Galopantes murmúrios,
As flores correm nos rios
Dispersas nos desertos de raios.

A drenar o horizonte
Na claridade da cavidade do monte,
Esvaziar o desassossego na escuridão
Para repousar em união...

Para todos os Benfiquistas que ainda não sabem o Hino



Sou do Benfica
E isso me envaidece
Tenho a genica
Que a qualquer engrandece

Sou de um clube lutador
Que na luta com fervor
Nunca encontra rival
Neste nosso portugal

Ser Benfiquista
é ter na alma a chama imensa
que nos conquista
e leva à alma a luz intensa
do sol que lá no céu
risonho vem beijar
com orgulho muito seu
as camisolas berrantes
que nos campos a vibrar
são papoilas saltitantes


Cantada por: Luís Piçarra

VIELAS!!!

Nas vielas escondidas, o tempo corre. É preciso escolher um presidente bom e capaz. Uma pessoa que seja versátil, com carisma, com determinação e que saiba aceitar todas as opiniões. Organizem as massas, ponham-nas em fila, limpem a mente de cada indivíduo impuro. Façam algo pela humanidade!
Cada indivíduo que armadilhe o sistema seja regenerado. Se não for possível que seja reciclado. Se não for possível que seja eliminado. Se não houver tempo, a ultima opção é a mais viável. Que seja seguida sem pestanejar.
Se não tens ideais, regras, normas ou princípios, tente suicidar-se. Mas faça de forma a não interferir com a comunidade e de forma a não sujar o ecossistema.

Em último recurso tente revoltar-se para criar uma nova ordem. Ou tente não entrar em comunidade nenhuma (vive o seu próprio martírio). Ou tente entrar numa comunidade para propagar o seu vírus. Ou faça como toda a gente faz, alimente-se do sistema deixando sugar a sua mente para a periodicidade do abismo.

Esqueça que exista e verá que se tornará alguém para ninguém. O cheiro da putrefacção do imperialismo insuflável.

segunda-feira, maio 23, 2005

Dignidade devolvida



Saddam, Saddam, Saddam Glorioso! Glorioso Saddam...!

Full Moon

O som a transbordar pelos véus escorridos da noite, ouço o chamar do oriente...Terra de ciclones, terramotos, brilho a elevar-se pelas subidas dos montes. O rasgo da terra, o odor do tempo, o cintilante olhar a penetrar, o canto da noite a violar o templo. Tudo imana na vastidão do último suspiro. É como a mágoa do tempo que descai na penumbra das trevas.
Esfrego a mãos de suor. Penso e repenso de como um traço pode fazer a diferença. De como os pontos de chamas fúnebres renascem; até que tudo volta a entrar em ciclos pantanosos.
A noite chama a sede num olhar vazio para eclipsar na maré da criação. Arde inferno...

O caos da mente reluz na escuridão.

sábado, maio 21, 2005

Dança do infiel ocidental

.

Não sei porquê, mas isto faz-me lembrar a dança do ventre. Um bocado am(e)(a)ric(a)(niza)da...

sexta-feira, maio 20, 2005

J.L.P..

A tolerante melancolia levou-me para cima duma mesa. Circunscrevi o espaço, baloucei sobre as armaduras. O murmúrio do abatimento das vestes descaíam nos cortinados da sepultura. Tudo renascia na nudez, no enrolamento do perfume...O canto das profundezas chamava-me para vislumbrar.
- Toca!
- O ópio do arrependimento?
Carícia rasgada num tornado. É como se os restos, de costas mergulhados se revoltassem, e chamassem pelo eco. O renascimento a partir do esquecimento.

“Existe qualquer coisa fria na realidade desta manhã” – José Luís Peixoto

quinta-feira, maio 19, 2005

Pó nas arribas

Ás vezes existe traços que são alcançáveis mediante a apresentação de um cartão de visita. Olha-se nos olhos e pergunta-se ao véu de entrada se vale a pena não entrar. A pergunta acaba por ser irrelevante, a partir do momento que se deseja entrar. A resposta sem sentido.
Nas montanhas em que se sobe, dispersa no vento, que culmina no meio do altar, prova-se, mas acaba por não ter sentido estar. O gelo de sentir que a vitória não será possível, mediante apenas o simples querer. O mais drástico é quando se observa que já se está completamente de braços caídos.
- Queres a minha mão?
- Quero...Mas como seguro nela?!...
Num flagelo da mente rebusco a meta, aquela circuncisão a resvalar num convento...Talvez uma catedral com os seus demónios a rejuvenescer a minha pele...Mas prefiro o canto da escuridão...A visita inesperada de ter saciado a sede. De ter humedecido os meus olhos num pequeno canto da cidade. Preciso de ouvir poemas nas trevas do meu pensamento...
Ouvirei "morreste-me"...Talvez as arribas estejam imersas em pó...

quarta-feira, maio 18, 2005

CALVÁRIO DO SISTOLAH ( PARTE II )







THE MORBID LINK


Brochura do Além...

Carrega na imagem ó anormal!

terça-feira, maio 17, 2005

CALVÁRIO DO SISTOLAH ( PARTE I )









CANTO DA SEREIA NUMA FALÉSIA...

segunda-feira, maio 16, 2005



Mãos que levitam no mar nas silhuetas frenéticas de altares dispersos. Como o mar está frio...Como o mar sopra nas suas colinas. Porventura minha alma lhe pertence.
Sossego...De leve, bato no peito para relembrar o mar a furar as falésias. Ouvir o baú das lamentações. Mas...mas...mas....o que acontece no meio de um fuzilamento?...
Ai que saudades de flores dispersas a encher o meu quintal...
O perfume a escorrer na pele sombreada. A pele branca de espuma do mar.
Mãos do meu desassossego...

EM BAGDAD É QUE SE ESTÁ... BEM!!!



Não deves andar bom dos cornos para publicares estas merdas!
Vai-te tratar ó piolhoso!
Fomos de férias a Bagdad uns dias... e tu... cão maldito... cagas
A Maison do Benny
!

Estás lixado!!! O Xeque Mohamed Sayed Tantaui tirou (ou comprou) a carta de condução, ele é muito cumpridor das regras, e quando estiveres a cagar algum passeio... BUUUUMMM!!! Esperemos é que não te magoes...

Lacrimosa




Escorre as lágrimas. A melancolia levada ao extremo do prazer com contornos de uma pureza inigualável. É o sub mundo a permanecer belo como sempre o foi e será. Numa harmonia em cada movimento, em cada toque no ar, em cada dança...É transbordar os alicerces da imaginação e transpor cada partícula para o êxtase do inferno
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Der Morgen Danach ( The morning after )
-
So viele Menschen sehen Dich
Doch niemand sieht Dich so wie ich
Denn in dem Schatten deines Lichts
Ganz weit dort hinten sitze ich
Ich brauche Dich - Ich brauch dein Licht
Denn aus dem Schatten kann ich nicht
Du siehst mich nicht - du kennst mich nicht
Doch aus der Ferne lieb ich Dich
Ich achte Dich - verehre Dich
Ich hoff auf Dich - begehre Dich
Erfühle Dich - erlebe Dich
begleite Dich - erhebe Dich
Kann nicht mehr leben ohne Dich
-
Dies ist der Morgen danach
Und meine Seele liegt brach
Dies ist der Morgen danach
Ein neuer Tag beginnt
Und meine Zeit verrint
-
Dieses alles schreib ich dir
Und mehr noch brächt ich zu Papier
Könnt ich in Worten alles Leiden
Meiner Liebe dir beschreiben
Nicht die Botschaft zu beklagen
Sollen diese Zeilen tragen
Nur - Ich liebe Dich - doch sagen
-
Heute Nacht erhälst du dies
Ich bete daß du dieses liest
Im Morgengrauen erwart ich Dich
Ich warte auf dein strahlend Licht
Ich träume daß du mich bald siehst
Du morgen in den Schatten kniest
Und mich zu dir ins Lichte ziehst
-
Dies ist der Morgen danach
Und meine Seele liegt brach
Dies ist der Morgen danach
Ein neuer Tag beginnt
Und meine Zeit verrint
-
Album: Fassade ( 2001)
Artist(Band): Lacrimosa

sábado, maio 14, 2005

Sombras




Labirinto desviado num oculto tempo que porventura não se pode abrir. Vislumbro num recanto o alinhar da pele. Porventura ela estará cortada no meio de tanta luz. Um enigma milenar de números. É como se o número elegido pelos tempos permanecesse.


Não há nada a fazer.
Anda tudo em círculo.
Fora do lugar
.

Desconexo.
Cabelos fortes.
Raízes profundas.

Cantos de morte.
Páginas entreabertas.
Escuridão esbatida.

quinta-feira, maio 12, 2005

The Jacket



Uma gaveta.... Imerso em pouco espaço....
Tudo vazio...Espaço transcendente....
Fumo do tempo...alucinações em correntes dormentes....
Vísceras escondidas num ferro de fogo...
Uivo da penumbra de chamas dispersas...

O tempo voa....O tempo afunila na escuridão....