A minha mãe comprou champô anti-caspa - pela terceira vez consecutiva! -, o que não faz grande sentido, uma vez que, graças ao meu pai (Deus, também conhecido por James) ninguém cultiva caspa cá em casa. Segundo Ele, isso da caspa é coisa de gente pobre e sebenta, de maneiras que tive de ajudar o meu Velho a partir a cara à parva da mulher, manietando-a por trás enquanto Ele a sovava, sem dificuldade*, pela frente. Se é verdade que errar é humano, também é verdade que comprar champô anti-caspa quando não há necessidade para tal constitui pecado punível por Lei divina, e todos nós queremos ver a Lei cumprida, certo? Certo. Vamos todos ponderar sobre isto, embora ainda não perceba muito bem o que esta última frase quer dizer.
*graças a mim!




