sexta-feira, janeiro 13, 2006

DITO ONTEM POR MÁRIO SOARES

"Cavaco Silva é um homem honesto e essa justiça tem que ser feita"

quarta-feira, janeiro 11, 2006

FAZEMOS CAIXÕES

Quando lá está o homem de Boliqueime aparecem-me logo mais 20 euros no bolso.

terça-feira, janeiro 10, 2006

MORTAL


"E, já que a eleição-eleição está decidida, podemos é votar na eleição por prazer, em toque artístico. Como marcar um penalti com o calcanhar quando já estamos a ganhar por 6-0."

Ferreira Fernandes

segunda-feira, janeiro 09, 2006

A PATINAR

Na Lourinhã ao posar para a fotografia com um grupo de jovens fãs do "skate":
- Você foi o primeiro Presidente da República de Portugal, não foi? - perguntou um dos jovens.
-Não, o primeiro foi o D. Afonso Henriques - retorquiu Mário Soares, ouvindo do jovem:
- Mas esse não foi rei?!
-Pois foi, pois foi...

HAJA VERGONHA!

"Há indecência na campanha eleitoral"
Francisco Louça

PS, PARTIDO DOS "SIGANOS"

Soares para um cigano:

"Ouça, os ciganos são a minha gente e toda a vida votaram socialista, porque sabem quem é que os protege. Uma vez, quando estava numa acção de campanha como líder do PS, até disseram viva o partido dos ciganos"

Sr Silva

O Sr Silva era um bom agricultor, gostava muito de jardins. Constava que o jardim queria expulsá-lo do seu perfume. Más línguas. Cada vez que ia ao seu jardim colhia sempre uma rosa. Dava-lhe umas palmadinhas de vez em quando, mas nem sequer pronunciava seu nome. Pensava ele que poderia desbotar as cores do seu fato. Um fato que a Virgem Maria lhe tinha dado, cujo as mangas tinham uns pequenos crucifixos. Ela tinha-lhe dito que os crucifixos têm que andar sempre para onde vamos... as cruzes valem o que valem!
No cantinho da sua horta tinha uma pequena laranjeira da qual passava por lá de vez em quando. Não chegava a pronunciar uma palavra com as suas laranjas. Algumas até tinham umas certas tonalidades fora do comum para uma laranja; umas cores de apodrecimento, de tons azuis. Eu até pensei que o eram as próprias laranjas que o iam ver.
Mas o mais curioso do seu jardim era que estava rodeado de arbustos em forma de $, com um pormenor de não haver nenhuma entrada. Diria que os $ já deviam ter entrado há algum tempo mas deviam ter ficado retido por alguém de mau feitio... as cruzes valem o que valem!
- Sr Silva por favor ajudai-me, eu não faço parte do clientelismo.
- Nem eu ...

quarta-feira, janeiro 04, 2006

TUDO BONS RAPAZES




«Comunicado a comunicado, jornal a jornal, uma característica têm em comum no ano de 1950 listas sucessivas de nomes e pseudónimos de militantes expulsos do partido [Comunista Português] ou sujeitos a sanções disciplinares. Uma purga está a realizar-se todos os dias, e uma parte importante do tempo das reuniões partidárias deve ter sido dedicado a verificações de segurança, análise dos erros conspirativos, procura de desvios, indisciplinas, hesitações, falta de zelo.(...) Algures, durante o ano que se seguiu à prisão de Cunhal, o núcleo restritíssimo de dirigentes que controlavam o PCP tomou a decisão de executar os militantes envolvidos nos casos que lhes pareciam mais graves de "traição". (...) O PCP sempre negou ter procedido a qualquer execução, em particular, de antigos militantes e dirigentes que tivessem traído.»

In
Álvaro Cunhal - Uma Biografia Política (Volume III), José Pacheco Pereira

É isto que o PCP esconde quando não permite aos historiadores acederem aos seus arquivos?

terça-feira, janeiro 03, 2006




Alá criou o Homem por estar desapontado com o macaco.

segunda-feira, janeiro 02, 2006

Faço destas as minhas palavras!

O complexo de esquerda.

"Permitam um desabafo, gostava de ser de esquerda.

Quando ouço os líderes falar sobre os seus objectivos, sinto uma identificação sincera e atenta. A sua preocupação declarada são os mais pobres, os que menos têm e menos podem.

Que propósito político é mais digno e elevado? Reformados, imigrantes, operários, trabalhadores em geral são a sua luta, de uma forma que nenhum outro partido iguala.

Então não tenho dúvidas sou de esquerda.

Depois passam aos meios para esse objectivo, e aí começam as divergências. Divergências que são entre esses meios e os interesses que dizem defender.

Existem cinco grandes contradições na esquerda.

Primeiro, uma questão filosófica. Um pobre é sempre pragmático. A necessidade aguça o engenho e os carenciados são astutos gestores dos magros haveres, com uma lucidez e imaginação que ultrapassa a dos grandes empresários.

Mas não existem forças políticas mais dogmáticas que as de esquerda. Presas a conceitos abstractos e modelos arcaicos, ligam à retórica ideológica e não à eficácia concreta.

O que interessa são "direitos adquiridos", "conquistas inalienáveis", mesmo que isso atrase o de-senvolvimento e aumente a pobreza e o desemprego.

Segundo, uma questão económica. Na análise económica os disparates são esmagadores.

Dominados por teorias obsoletas e desqualificadas, insistem em chavões populistas, em geral desmiolados, sem qualquer eficácia na defesa dos reais interesses dos mais pobres.
É incrível como o modelo intelectual da esquerda continua a responder à situação industrial de Oitocentos.

Os exemplos aqui são miríade.

A imperiosa luta contra o capital e a visão conflituante da empresa são impostas independentemente dos reais interesses dos trabalhadores.

Essa fúria espanta o capital nacional e externo e contribui poderosamente para a paralisia e atraso.

A defesa da intervenção do Estado, toda paga com impostos dos trabalhadores, tem criado e mantido enormes desperdícios e abusos.

A ignorância das radicais mudanças recentes, por exemplo na natureza do capital, leva-os a atacar a poupança dos pobres, que compõem os famigerados fundos mobiliários que popularizaram o mercado financeiro.

Estas não são questões de opinião. São simples erros técnicos.

Terceiro, uma questão mundial. A esquerda nasceu aberta e internacionalista. Enfrentando a tacanha cobiça nacional das potências, afirmava uma visão transversal e solidária da humanidade.

Depois deixou que esse internacionalismo fosse capturado pelo interesse nacional de potências particulares, URSS ou China, pervertendo a generosa inspiração inicial.
Agora, paradoxalmente, virou proteccionista numa luta míope e retrógrada contra a globalização, mais uma vez sem atenção aos reais interesses dos menos favorecidos.

A abertura dos têxteis chineses, por exemplo, beneficiaria muito todos os pobres nacionais, que se vestiriam muito mais barato. Porquê insistir na manutenção de indústrias obsoletas e dispendiosas?

Em quarto lugar aparece a recente opção da esquerda na luta contra a família.

Depois do seu falhanço económico, que fez esquecer velhos mitos da "sociedade sem classes" e "ditadura do proletariado", passou a promover o aborto, eutanásia, uniões de facto, prostituição, casamento e adopção por homossexuais, etc. Estas não são causas dos pobres, mas bandeiras de burgueses debochados em juventude retardada.

Pelo contrário, os mais desfavorecidos precisam de uma política clara de apoio à família, a mais antiga e segura forma de segurança social. Mas esta é a única medida omitida no palavroso programa do actual Governo socialista.

Finalmente, surge a velha opção da esquerda contra a religião.

Também aqui se trata, não de interesse dos pobres, mas de manias de intelectual pedante. Por causa desta irritação espúria contra a fé, a esquerda tem perseguido e até chacinado milhões de pobres e destruído a base cultural e social da sua vida.

Por todas estas razões mantenho a discordância. Mas sinto que não sou de esquerda por razões de esquerda."

João César das Neves, Diário de Noticias

sexta-feira, dezembro 30, 2005

Como quem espanca o macaco e se vai embora

Dou por terminada a minha missão na Maison do Benny, que era a de motivar e estimular a criatividade dos meus colegas de blog cuja taciturnidade metia dó. Só espero que a produção continue como no último mês; e apelo à serenidade porque apelar à serenidade é um sonho de infância. Agora se me dão licença vou pregar para outra freguesia...



A Lua silenciosa passa ignorando os latidos; Assim os homens probos, calmos e honrados sorriem dos insultos e das línguas hipócritas.

in Um Cão que Ladra à Lua, Georg Stiernhielm

Javé é Cavaco em hebraico

Tenho em meu poder provas irrefutáveis de que o Cavaco é o anti-cristo, e é meu dever partilhá-las convosco, néscios, parafusos, bolas de bilhar. Assim sendo, dou a palavra a um copy paste do Levítico que serve para ilustrar a minha teoria segundo a qual Cavaco Silva, para além de não saber comer bolo rei em público, é a Besta.

As oblações - 1 Quando alguém fizer uma oblação a Javé, sua oferta será de flor de farinha; sobre ela derramará azeite e colocará incenso. 2 A pessoa levará a oferta aos sacerdotes, filhos de Aarão, e um deles pegará um punhado de flor de farinha, com o azeite e todo o incenso, e queimará sobre o altar como memorial. É uma oferta queimada, de suave odor para Javé. 3 O resto ficará para Aarão e seus filhos. É a porção sagrada da oblação para Javé.
4 Quando você oferecer uma oblação cozida no forno, ela será de roscas sem fermento, feitas de flor de farinha amassada com azeite; ou de bolinhos sem fermento, untados com azeite.
5 Se a oblação for cozida na assadeira, ela será de flor de farinha sem fermento, amassada com azeite. 6 Você a partirá em pedaços e por cima derramará azeite. É uma oblação.
7 Se a oblação for cozida na panela, a flor de farinha será preparada com azeite.
8 Leve a oblação para Javé, entregando ao sacerdote, que a colocará junto do altar. 9 O sacerdote tirará uma parte como memorial, e a queimará no altar. É uma oblação de suave odor para Javé. 10 O resto da oblação será de Aarão e seus filhos. É a porção sagrada da oblação para Javé.
11 Nenhuma oblação que vocês fizerem a Javé será preparada com fermento, porque nada que contenha fermento ou mel será queimado em oblação para Javé. 12 Vocês poderão oferecer essas coisas a Javé como primícias, mas não as colocarão sobre o altar como perfume de suave odor. 13 Coloquem sal em toda oblação que oferecerem. Não deixem de colocar na oblação o sal da aliança do seu Deus. Todas as oblações serão oferecidas com sal.
14 Se você fizer uma oblação de primícias para Javé, ela deverá ser de grãos de espigas tostadas ao fogo ou de pão cozido com grãos moídos. 15 Sobre ela, você derramará azeite e colocará incenso, pois é uma oblação. 16 O sacerdote queimará, como memorial, uma parte do pão com o azeite e todo o incenso. É uma oblação para Javé.


Acho que ficou claro para todos que o Cavaco é um escroque de primeira.

quinta-feira, dezembro 29, 2005



A seguir à eleição vem a investidura prestando juramento solene na Assembleia da República. Quero ver as caras dos deputados Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã. Irão eles aplaudir (de pé) Sua Excelência o Presidente Aníbal Cavaco Silva? E os deputados do Partido Socialista vão amuar? E o "apoiante" Paulo Portas...? Vai ser um gozo ver tantos sorrisos...

quarta-feira, dezembro 28, 2005

OS NÚMEROS

O património de Mário Soares:

. Quota de valor nominal de 60.000 euros no capital social do Colégio moderno de João Soares e Filhos, com capital social de 75.000 euros.
.Metade de uma viatura Renault 16 TS.
.Biblioteca com cerca de 40.000 volumes, valor indeterminado;
.Pinacoteca, com obras de artistas portugueses, de valor indeterminado;
Imóveis:
Urbano, R.Dr. João Soares, Lisboa;
Urbano, Campo Grande, Lisboa;
Urbano, Nafarros, Sintra;
Urbano, Vau, Portimão;
Misto, Montes de Alvor, Portimão;
Rústico, Nafarros, Sintra;
Rústico, Nafarros, Sintra;
Rústico, Nafarros, Sintra;
Rústico, Bezuga, Setúbal.
.Capitais:
No BPI Aplicações a prazo:
Depósito a prazo de 90.000 euros, à taxa de 2,35% com vencimento em 26/12/2005;
Depósito a prazo de 80.000 euros, à mesma taxa.
.Títulos:
520 acções Brisa, a 6,85 euros cada;
205 acções Cimpor, a 4,55 euros cada;
1 acção Cimpor - D. INC,99, não cotada
2.684 acções EDP, a 2,50 euros cada;
1.910 acções PT a 7,77 euros cada
11 acções PT-D INC 2001, não cotadas
Na CGD Fundos de investimento:
2.984 unidades de perticipação Caixagest-Tesouraria, total de 30.419,19 euros
No Millenium BCP Fundos de investimento:
855 unidades de participação no fundo Eurocarteira;
3690 unidades AF acções;
9869 unidades Fundos AF Multinvestimento;
100 unidades Valor Futuro;
753,77 unidades de participação no Fundo MI11 Curto Prazo, a 7,35 euros cada.
Títulos:
4750 acções BCP Nominativos, a 1 euro cada;
340 acções Brisa-Nom, a 1 euro cada;
561 acções EDP-Nom, a 1 euro cada;
102 acções PT-nom, a 1 euro.
Obrigações:
201 obrigações capital BCP 2005, a 5 euros cada.
Produtos estruturados:
. 48.000 unidades de participação Aplicação Rendimento Mensal, a 5 euros cada;
. 100 obrigações CG Arco Irís 2006, a 50 euros cada;
. 400 unidades de participação BCPI OBCX Valorização Europa, a 50 euros;
Produtos de Eficiência Fiscal:
. 4.000 unidades de participação Renda, com um montante acumulado de 19.951, 92 euros.

O CASO MÁRIO SOARES

A candidatura de Soares vive de uma obsessão quase doentia: o perigo para a democracia da vitória de Cavaco. É uma negação permanente (mesmo quando Soares promete num dia que não vai voltar a falar de Cavaco, no dia seguinte tem uma recaída aparatosa). (...) O debate de Soares com Cavaco foi para Soares um verdadeiro suicídio político. Soares procurava desestabilizar Cavaco com toda a espécie de agressões. Cavaco, mesmo confessando a dado momento que precisava de se conter, manteve uma postura absolutamente impecável, ajustada à imagem que nós temos de um Chefe do Estado. Soares, não. A sua atitude foi a de um líder da oposição que quer esmagar o adversário a qualquer custo. Face aos elogios de Cavaco, Soares disse coisas espantosas sobretudo sobre a personalidade e a formação de Cavaco. Chegou ao desplante de afirmar que Cavaco era um razoável economista, mas não um Prémio Nobel, como se a história contasse com muitos Prémios Nobeis no lugar de Presidentes. Foi desagradável ao agitar comentários de amigos seus em relação ao aspecto hirto e pouco conversador de Cavaco em reuniões interrnacionais. Há coisas que um Presidente da República não pode fazer. Soares fez. E foi hilariante quando se quis apresentar como um verdadeiro conhecedor de economia que tinha salvo o país.

Eduardo Prado Coelho, In Público
(apoiante de Manuel Alegre)

terça-feira, dezembro 27, 2005

Onde é que deixei o comando?


Dizem que o Cavaco é um homem com tendência para crispar a sociedade portuguesa. É um facto. Mas também é um facto que houve um(a) cavalheiro(a) da TVI que decidiu crispar ainda mais a sociedade portuguesa passando o Comando Para Matar na véspera de Natal. Temos, portanto, dois indivíduos a crispar.
Cooke: You scared motherfucker? Well you should be because this
green beret is going to kick your big ass.
Matrix: I eat green berets for breakfast. And right now I'm
very hungry.
Cindy: I can't believe this macho bullshit.

Infelizmente a roda já foi inventada...




senão seria a próxima invenção!

sábado, dezembro 24, 2005

GPS (aprovado pelo Vaticano)

Nunca se questionaram porque é que o bolo rei é tão duro? Eu logo vi que sim. Pois bem, vou tentar fazer alguma luz sobre os vossos espíritos ignaros. O bolo rei apresenta dureza semelhante à das bigornas para eu ver estrelas quando me dão com ele na tabuleta: desta forma os Reis Magos podem orientar-se na noite e encontrar facilmente o caminho até às palhinhas onde jazo inconsciente, em parte por causa do bolo rei e em parte por causa do bafo da vaca*, que para além de me aquecer também me faz desmaiar.
*não me estou a referir à mãe de ninguém.